será q um dia o Brasil será um país sério?
será que um dia o Brasil será um país de leitores?
será q um dia os políticos vão fazer aquilo que falam?
será q um dia vamos poder acreditar e confiar nas pessoas?
perguntas que não querem calar...
21 Outubro 2009
será...?
20 Setembro 2009
pq o blog?
a tempos não escrevia no blog.
atualmente estou mais usando o twitter e seu conceito de micro blog, com 140 toques.
hoje, coloquei uma matéria sobre a indicação do Lula para STF e um pensamento sobre o futuro. e agora mais um post. não escrevo muito e nem escrevo bonito.
escrevo o que tenho vontade, com erros de português e letras minúsculas.
mas escrever sempre me deu muito prazer. não que eu escreva bem - já falei. mas me alivia.
principalmente escrever o que ninguém vai ler. aqui, no meu blog, não existe patrulhamento. só não aceito comentário mal educado. mas como ninguém lê, ninguém comenta, e eu não não preciso excluir comentários mal-educados.
escrever sem obrigação e uma delícia. duro é ter q fazer artigos de 15 páginas para entregar no mestrado e saber que mesmo assim, só a professora vai ler...
DEUS ABENÇOE O BRASIL...
Ainda existe esperança?
As notícias de Brasília não me agradam. Nem as de Guarujá ou São Vicente ou Santos ou São Paulo.
No mundo de hoje, viver é difícil, mesmo que a tecnologia tenha facilitado a vida. Comodidades, remédios, tecnologia e tudo o mais. Mas o homem ainda vive na idade média.
twitter, orkut, blogs, banda larga, wi-fi não fizeram, ou fazem, o homem melhor, mais homem.
só penso em que mundo minha filha que virá ao mundo em alguns meses vai viver. e o uqe tenho feito para melhorar esse mundo...
isso é o que conta. e ponto.
Polêmica marca indicação do advogado de Zé Dirceu ao STF
http://lidebrasil.com.br/site/index.php/2009/09/19/polemica-marca-indicacao-do-advogado-de-ze-dirceu-ao-stf/
Um dos destaques dos noticiários deste fim de semana é a polêmica sobre a indicação do advogado José Antonio Dias Toffoli pelo presidente Lula para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Condenado em primeira instância por improbidade administrativa no Amapá, Toffoli - que completa 42 anos em novembro - começa a ser blindado por alguns setores da Imprensa. Na última edição do “Jornal nacional”, por exemplo, o caso foi tratado superficialmente, com destaque apenas para uma declaração do presidente do STF, Gilmar Mendes, a favor do advogado de Lula e José Dirceu.
Para obter mais informações sobre Toffoli, o Lidebrasil vasculhou alguns sites de busca e descobriu um texto publicado no dia 4 deste mês pelo jornalista Augusto Nunes em sua coluna de Veja.com que pode ajudar a entender todo esse imbroglio. Confira abaixo o artigo que leva o sugestivo título “O notável despreparo jurídico e a reputação pouco ilibada do candidato do governo ao Supremo”:
O indecente vale-tudo que mantém José Sarney na presidência do Senado comprova que o governo deixou de pecar nas sombras para delinquir às claras. Decidido a garantir o controle do Poder Legislativo, vem atropelando o decoro, a ética e a lei sem disfarces nem cautelas. A tentativa de infiltrar no Supremo Tribunal Federal o bacharel José Antonio Toffoli, chefe da Advocacia-Geral da União, informa que chegou a vez do Judiciário.
Se o resultado do julgamento de Antonio Palocci confirmou que há tumores a remover, a entrega de uma toga a Toffoli anunciará a chegada da metástase.
A Constituição exige que um ministro do Supremo tenha notável saber jurídico e reputação ilibada. O despreparo do escolhido é notório. A reputação agoniza na folha corrida e morre num prontuário ainda em montagem.
Tentou duas vezes ingressar na magistratura, foi reprovado em ambas na primeira fase dos exames. Se não sabe o suficiente para virar juiz de Direito, só pode participar de julgamentos no STF como advogado ou réu. Falta saber jurídico e falta isenção, avisa a biografia de Toffoli.
Critérios políticos costumam influenciar a escolha de qualquer aspirante a uma vaga. Mas nenhum governo, até agora, ousou indicar alguém cujo currículo lembra uma ficha de militante.
Diplomado em 1990 pela Faculdade do Largo de São Francisco, Toffoli foi assessor parlamentar da liderança do PT na Câmara, advogado do partido nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006 e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil durante o mandarinato de José Dirceu. O convívio de 30 meses consolidou a amizade com o querido Zé e lhe custou o emprego. Dilma Rousseff queria no cargo um subordinado menos obediente ao antecessor.
“Não tenho tanta intimidade com ele”, explicou numa entrevista. “Sou mais ligado ao Arlindo Chinaglia”. Seja qual for a posição real no ranking da amizade, Toffoli voltou ao governo graças a Dirceu, que apadrinhou a nomeação para a chefia da AGU em 2007 - e, no momento, está em campanha para emplacar mais um homem de confiança no STF. Sempre ajuda. Durante o escândalo do mensalão, Dirceu ficou aos cuidados de Eros Grau, bom companheiro desde os tempos da faculdade. Como Eros vai aposentar-se em 2010, o réu achou prudente substituí-lo por outro eleitor de carteirinha. A entrada em campo de Toffoli estava marcada para o ano que vem. A morte do ministro Carlos Alberto Direito antecipou a trama.
Antecipou também a divulgação de casos de polícia protagonizados pelo escolhido, sugerem histórias exemplares repassadas à coluna por um advogado que o conhece de perto. Numa delas, Toffoli era o segundo homem na Casa Civil quando resolveu animar a festa dos colegas de turma em Brasília com a presença de Benedito Vitor Januário dos Santos, o folclórico Vitão, funcionário do Departamento Jurídico XI de Agosto. Vitão sabia dançar, saltar, contar casos, um pouco de tudo. Só não sabia onde encontrar dinheiro para a viagem de avião.
O subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil providenciou a emissão de um bilhete aéreo em nome do convidado, promovido a ”participante de um encontro do Movimento Negro”. O mulato Vitão nunca se interessou por movimentos negros ou eventos do gênero. Compareceu apenas ao encontro imaginário financiado pela Casa Civil.
Em noitadas com a turma, Toffoli intercala a narrativa com gargalhadas que reduzem a brincadeira de estudante um crime tipificado no Código Penal. Em países sérios, um funcionário público que desvia dinheiro dos pagadores de impostos para a compra ilegal de passagens aéreas é candidato à cadeia. O brasileiro Toffoli é candidato ao Supremo.
A ideia de transformar em ministro togado quem se gaba das mentiras que conta e dos crimes que pratica é mais que um atrevimento intolerável. É um insulto ao Judiciário. E outra bofetada na face decente do Brasil.
e tá falado...
23 Abril 2009
zé luiz tahan, o blogueiro
José Luiz Tahan, empresario, agitador cultural e editor agora tbm é blogueiro.
http://zltahan.blogspot.com/
boas leituras...
06 Março 2009
Mercadante, o covarde
Entrevista do senador Mercadante (aquele covarde que se absteve de votar contra o renan) sobre a eleiçào de Collor para a comissão de infraestrutura do senado (blog Josias de Souza)
- A que atribui a derrota na comissão de Infraestrutura?
A foto daquela sessão é a mesma foto de 20 anos atrás [Em 89, na sucessão de Sarney, Collor pevaleceu sobre Lula]. De 1989 para 2009, muita coisa mudou. Mas a diferença de princípios e de cultura política sobrevive, é a mesma.
- Como assim?
A cena de hoje reproduz 89. Estiveram juntos na sessão, de novo, o Renan Calheiros e o Collor, reforçados pelo PFL, que só mudou de nome. E nós, do PT, tivemos o apoio do PDT e o suporte majoritário do PSDB à indicação da senadora Ideli [Salvatti]. O mesmo PDT que nos apoiou em 89, liderado por Leonel Brizola. E o mesmo PSDB que, em 89, também nos apoiou no segundo turno, sob a liderança de Mario Covas.
- Mas os adversários de ontem não são os aliados de hoje?
É a isso que me refiro quando digo que muita coisa mudou, mas nem tudo. Hoje, o PMDB [de Renan] e o PTB [de Collor] fazem parte da sustentação ao governo Lula. Mas, na sessão da comissão de Infraestrutura, vieram à tona as diferenças de cultura política. Diferenças profundas, construídas ao longo da história.
- Isso não realça ainda mais a natureza esdrúxula dessa aliança de ‘diferentes’?
Somos obrigados a construir alianças, a manter uma coalizão que dê suporte ao governo Lula. Em todos esses anos, foi muito importante a nossa relação com o PMDB. Mas é interessante notar que, em certos momentos, emerge uma linha divisória que é antiga e relevante. E o PSDB, que faz ao nosso governo uma oposição dura, como nós fizemos ao governo deles, consegue captar a importância desses momentos.
- Está insinuando uma nova parceria?
O PSDB, eu insisto, é um partido que faz oposição dura ao nosso governo. Mas existem esses instantes da vida pública que nos aproximam. PT e PSDB não estarão juntos (graças a Deus!!). Temos um papel fundamental na preservação da alternância do poder, que dá previsibilidade ao processo democrático e à governabilidade do país. A disputa das últimas quatro eleições presidenciais se deu entre esses dois partidos. E vai continuar assim. Nós temos dificuldades no governo que eles também tiveram. Dificuldades com as quais nós e eles talvez tenhamos de lidar mais à frente. Essa percepção nos aproxima.
- A fidelidade a Lula não descaracteriza o PT?
Não. Nessa disputa da comissão de Infraestrutura, por exemplo, ficou claro que a nossa identidade está presente. A sociedade nos distingue.
- Não é constrangedor que, depois de ter tido o mandato salvo com a ajuda do PT, Renan invista contra o partido?
Politicamente, isso apenas deixa mais evidente o nosso desafio e o nosso compromisso com a governabilidade. Na vida há problemas que a gente tem que resolver e há fatos com os quais a gente tem de conviver. O Senado é esse que aqui está. Temos de governar sob essas condições históricas. É essa a correlação de forças real. O voto é do povo. O povo é que determina a composição do Congresso. Cabe a nós construir uma governança em torno dessas forças que estão aqui. Objetivamente, o PSDB não nos dá sustentação para a governabilidade. Eles estão voltados para um projeto de disputa. Quem nos proporciona a governabilidade é, fundamentalmetne, o PMDB.
- Vê algum significado prático no gesto do PSDB?
Isso nos mostra que há espaço para uma interlocução em outro patamar em relação a algumas questões. Fomos leais ao PSDB na questão da proporcionalidade, um valor fundamental no Parlamento. Se nós tivéssemos cedido na comissão de Relações Exteriores, o presidente não seria o Eduardo Azeredo [PSDB-MG], mas o Collor, com o nosso apoio. Nós dissemos: ‘Manteremos o direito da bancada do PSDB. E eles sustentaram a mesma posição, majoritariamente, na votação da Infraestrutura.
- Não lamenta a falta de um gesto do Planalto em favor de Ideli?
O que gerou mais perplexidade na nossa bancada foi o ministro da articulação política [José Múcio, do PTB] sair comemorando uma divisão da nossa base que, evidentemente, traz dificuldades para o governo.
Collor, a entrevista
Segue nos dois posts abaixo a entrevista do senador Fernando Collor ao Blog do Josias de Souza.
Muito boa.
Muito triste.
Collor, parte I
- O que pretende fazer na comissão de Infraestrutura?
Transitam pela comissão, além das obras do PAC, o controle das agências regulatórias, o pré-sal... Ela é mais importante do que se imagina. Quero ter uma agenda e um programa de trabalho para o horizonte de tempo de dois anos.
- Que interferência a comissão terá nas obras do PAC?
Nosso papel é o de fiscalização. Desde que foi lançado o PAC, defendo a iniciativa com entusiasmo. Além dos investimentos e dos benefícios que trarão à população, muito mais importante é a iniciativa do governo de liderar o processo de desenvolvimento, como indutor. Leva a iniciativa privada a acordar.
- Acha que o PAC caminha bem?
Em algumas regiões as obras sofrem atrasos. Em outras elas estão adiantadas. Vamos acompanhar de perto a execução, ajudando a fazer andar. A oposição diz que o PAC é mera carta de intenções. Não é assim. As coisas estão caminhando.
- Já falou com a ministra Dilma Rousseff?
Liguei pra ela. Estava embarcando pra São Paulo. Solicitei audiência tão logo regresse. Quero levar ao conhecimento dela o programa de trabalho da comissão.
- Pretende encontrar-se com o presidente Lula?
Acho necessário. Não irei só. A bancada do PTB tem a intenção de solicitar uma audiência. Vamos, mais uma vez, reafirmar ao presidente o apoio do PTB.
- Como foi a articulação que o levou à presidência da comissão?
Começou lá atrás, na costura da candidatura do presidente Sarney. Desde o início, a coordenação das hostes do governo foi falha. Houve muitas falhas.
- Que falhas?
Dizia-se que havia um entendimento, firmado há dois anos. O PMDB presidiria a Câmara e o PT o Senado. A gente sabe que, em política, esses compromissos de antanho não costumam se consumar. Houve uma precipitação do PT.
- Tião Viana não deveria ter disputado?
Não entro no mérito da qualificação do candidato. Mas eles, que falaram tanto em respeito à proporcionalidade, deveriam ter verificado que cabe à maior bancada do Senado, no caso a do PMDB, indicar o presidente da Casa. O PT, de forma açodada, lançou a candidatura.
- Está dizendo que quem quebrou a praxe da proporcionalidade foi o PT?
Foi precisamente o PT. Nunca tive nenhuma dúvida de que o PMDB lançaria um candidato. Lançou o presidente Sarney, que superava os limites da sua bancada.
- Qual foi o papel do PTB nesse processo?
Nas conversas iniciais, optamos pela candidatura do presidente Sarney e, como todas as outras legendas, fomos buscar nosso espaço.
Collor, parte II
- Não se constrange de estar na companhia de um Sarney que, no passado, o sr. chamou de ladrão? Não o incomoda apoiar um Lula com quem teve rixas homéricas e que o chamou de ladrão?
Não me constrange. Se olharmos a história do Brasil, veremos que alianças assim já ocorreram. Getúlio com Prestes. Juscelino com Lacerda... São circunstancias históricas que o país vive e que fazem com que os políticos se unam ou se afastem. Quando cheguei aqui, eleito, em 2006, muitos imaginavam que eu sairia atirando. Mas já havia se passado, em relação ao meu embate com Lula, 18 anos. Em relação ao Sarney, 20 anos. Não seria inteligente, pela experiência que acumulei, que eu viesse aqui transbordar sentimentos menos nobres. Além disso, avaliei: a agenda política, social e econômica do presidente Lula começou lá atrás, em 89.
- Acha que a agenda de Lula é continuação da sua?
Sim. Sobretudo na área econômica. Tudo o que estava preconizado naquela época vem sendo seguido por todos aqueles que vieram depois de mim, inclusive o Fernando Henrique Cardoso.
- Que pedaço do seu governo teve sequência nas gestões posteriores?
Tem um discurso do Fernando Henrique, para mim memorável, em que ele tenta desconstruir toda a linha mestra do nosso programa. E ele, logo depois de eleito, adotou esse mesmo programa.
- A que programa se refere?
Eu me refiro, sobretudo, ao programa econômico. A questão da abertura, a busca do superávit da balança comercial, a inserção competitiva do Brasil no mercado internacional. No essencial, tudo o que veio depois é uma mera continuidade.
- Não acha que a aliança entre políticos que se chamavam uns aos outros de ladrão confunde e desalenta o eleitor?
Não penso assim. Se levarmos em consideração a popularidade de que desfruta o presidente Lula, que não é a mesma de dois anos atrás, eu devo ter tomado a atitude correta. O programa de governo dele tem a aprovação de 80% da população.
- Acha que cometeu excessos no passado?
A gente sempre comete excessos. Outro dia assisti no cinema ao filme ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, com o Brad Pitt. E pensei: Como seria bom se a gente nascesse mais velho, com experiência, e fosse regredindo em idade. Seria uma maravilha. A vida real, infelizmente, não é assim. Então, à medida que o tempo vai passando, a gente vai ganhando experiência com base nos tropeços, nos percalços.
- O senador Mercadante afirma que a disputa da comissão de Infraestrutura refez a cena de 20 anos atrás. De um lado PSDB e PT. De outro o PMDB de Renan Calheiros, recém saído de um escândalo, e Collor. O que acha?
É uma leitura de quem olha a política pelo retrovisor. Vejo como uma justificativa para atenuar a derrota a que ele conduziu o partido dele. A condução do processo foi inteiramente equivocada. Ele e o partido dele perderam a presidência do Senado e a comissão. Ele desconsidera que as pessoas, ao longo dos anos, ganharam experiência, conhecimento, têm melhor visão do mundo, fizeram autocrítica, amadureceram.
- Considera-se mais impuro do que o senador Mercadante?
De jeito nenhum. Não sou mais puro nem impuro do que ninguém. Todos nós, que participamos da vida pública, estamos sujeitos a percalços. Ele próprio foi vitimado por um percalço sério, no caso dos aloprados. O partido a que ele pertence enfrentou problemas sérios com o mensalão.
- Acha que essa disputa terá conseqüências?
O senador Mercadante em nada contribui com a conciliação da base de apoio ao governo. No Senado, o governo tem uma maioria fluida. Ele, como líder do partido que lidera a composição das forças de coalizão, não contribui ao fazer essa análise desfocada. Passada a fase da refrega, temos de virar essa página. Quem não sabe virar a página não merece ler o livro. De minha parte, preferia que não tivesse havido a disputa com a senadora Ideli, a quem respeito muito.
- Não foi indelicado ao dizer que a senadora ‘cisca pra dentro’?
É uma expressão típica do Nordeste. Quem é nordestino sabe que, lá, é uma expressão muito usada.
- Usada com que sentido?
Uma galinha ou um galo, quando cisca em busca de alimento, cisca pra fora, afastando as coisas que não interessam. Ciscar pra dentro significa agregar, conciliar. O sentido é positivo. Quando queremos nos referir pejoritivamente a um político dizemos: ‘Esse camarada cisca pra fora o tempo todo’. É desagregador. Não quis ofender.
- Pretende disputar cargos executivos, governo do Estado ou presidência?
Não há pretensão nem previsibilidade de que isso possa acontecer. Meu horizonte agora são os seis anos que me restam de mandato. No final, verei o que fazer.
25 Fevereiro 2009
Entrevista com Sergio Guerra, presidente do PSDB
“A briga é com a Dilma”, diz presidente do PSDB
“Temos muitas falhas e precisamos resolver. Não adianta fazer oposição espalhada. É preciso ter foco”
Brasília – O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), avisa que na briga eleitoral de 2010 a arma da oposição vai mirar desde já a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), e não o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não vamos disputar com o Lula, mas com a Dilma. Vamos contrapor o que a candidata vai dizer com os nossos candidatos, que têm obra feita”, diz. “Ela não tem capacidade para governar o Brasil e fazer as mudanças de que o país precisa. Não tem raízes políticas”, ressalta. Em entrevista dada ontem ao Estado de Minas, Guerra confirma o acerto com os governadores Aécio Neves (Minas Gerais) e José Serra (São Paulo) para realizar prévias e escolher qual deles vai disputar a sucessão presidencial. O senador descarta a possibilidade de uma chapa puro-sangue, com os dois. “Não vejo viabilidade nas duas personalidades, nas conjunturas às quais estão vinculados. Acho improvável.”
Como foi o encontro com o governador Serra na segunda-feira?
Eu disse que tinha combinado com o Aécio que faríamos a regulamentação das prévias. E ele (Serra) disse “tudo bem, eu não sou contra as prévias”. Eu queria que um apoiasse o outro, porque teríamos desde logo alguém com a cara do PSDB em todo lugar. Mas se não houver apoio haverá prévias.
Acha possível um acordo entre os dois? Uma chapa pura, por exemplo?
Não acho, acho que não será assim. Uma chapa puro-sangue seria o céu, mas não acredito. Não vejo viabilidade nas duas personalidades, nas conjunturas às quais estão vinculados. Acho improvável.
O governador Aécio evita um discurso anti-Lula, prefere o pós-Lula. O senhor concorda?
Está certo, porque não vamos disputar com o Lula, mas com a Dilma. Vamos contrapor o que a candidata vai dizer com os nossos candidatos, que têm obra feita. São Paulo é uma máquina, o Serra é um grande governador. Aécio é consenso, pegou o estado de um jeito, deixou de outro, com habilidade. E a campanha da ministra Dilma…É uma vergonha. Ela não faz campanha pelo partido, mas por dentro do governo. Até porque não teria como aparecer sozinha. Ninguém sabe quem é ela. Num comício em Pernambuco, as pessoas diziam “dona Nilma”. Ela não tem capacidade para governar o Brasil e fazer as mudanças de que o país precisa. Não tem raízes políticas. De onde é? Aécio é mineiro, encarna uma enorme tradição e um conteúdo mineiro. Serra tem uma história, uma vida, um conteúdo em São Paulo. E as raízes da ministra? O que ela já fez desde lá trás? A mãe do PAC? Isso é marketing. E precisamos de gente democrática. Ela não me parece muito democrática. É centralizadora, autoritária.
Na semana passada, a ministra falou aos prefeitos que o Brasil teria quebrado na crise financeira se fosse no governo anterior...
Essa frase é de uma incompetência técnica exuberante. A ministra está falando muita bobagem. É uma pessoa séria, nada contra. Agora, está sendo produzida. É um produto para disputar a presidência.
O presidente Lula tem registrado uma popularidade de 85%. Onde a oposição errou?
A oposição não teve a competência técnica para enfrentar uma situação concreta. O presidente Lula faz comunicação eleitoral o tempo todo. Nós não fazemos essa arte. Respeitamos as instituições.
Qual o discurso para vencer a eleição e derrotar Dilma?
O discurso da oposição tem que ser reciclado, ter foco. Temos muitas falhas e precisamos resolver. Não adianta fazer oposição espalhada. É preciso ter foco.
E como chegar a esse foco?
Vamos acompanhar centros de problemas do governo federal. Um deles é o PAC. Dizer que o PAC não está cumprindo suas metas é verdade, mas não o suficiente. Dizer que o PAC não está organizado é mais do que verdade. Agora, o que vamos dizer é se tal licitação se deu e por quê. Vamos acompanhar para a população ter ciência do que está acontecendo.
O Bolsa-Família tem sido um dos carros-chefes do governo Lula. Como o PSDB vai tratar o assunto?
O programa é bom? É, e temos que sustentá-lo, mas melhorá-lo com a ideia da contrapartida. O dinheiro vem não para a pessoa depender dele, mas para dar condição para as pessoas se emanciparem...
Fonte – Jornal Correio Braziliense, 20/02/09, Leandro Colon
12 Fevereiro 2009
País do Carnaval
Numa postagem antiga, trouxe aos leitores (os 3 da mesma família que teimam em entrar no blog) algumas notícias sobre o Carnaval da Alemanha.
Porém, país do Carnaval mesmo é o Brasil, já que o ano só começa mesmo após o Carnaval...
E não é que o Obama será o principal personagem durante a folia de Momo?!?
Sim, Obama e Osama.
Na 25 de Março, a Meca (com o perdão do trocadilho) das muambas, legais e ilegais, as máscaras de Obama são as mais vendidas, seguidas, de longe, pelas do Osama...
Triste o país onde tudo vira piada de Carnaval...
14 Janeiro 2009
Centrífuga

